Crianças e Adolescentes

Psicoterapia para crianças

“Porque crescer é um desafio que confronta os nossos filhos com medos, anseios, tristezas e perdas, com conflitos e decisões, com amores, desejos e obrigações que, por vezes, precisam ser pensados.” 

A psicoterapia da criança visa o tratamento das perturbações emocionais e comportamentais da infância. Destas destacam-se:

  • As crises do desenvolvimento e situacionais ( dificuldades ao nível do sono, alimentação, socialização, adesão à escola …).
  • As perturbações associadas a trauma e stress (bullying, pais com divórcios litigiosos, perda de um familiar, acidente…).
  • As perturbações de ajustamento e de ansiedade (ansiedade, fobias, obsessões e compulsões, somatizações).
  • As perturbações do humor (luto prolongado, depressão, bipolaridade).
  • As perturbações da alimentação (bulimía e anorexia).
  • A hiperactividade e défice de atenção.
  • As perturbações do comportamento.
  • As perturbações psicóticas. 

A psicoterapia da criança tem como objectivo o desenvolvimento de uma capacidade de pensar que sustente e promova o bem-estar emocional, social e a adesão ao projecto escolar. A psicoterapia da criança consiste na exploração das fantasias, medos, desejos, sonhos e conflitos das crianças através de conversas, jogos, brincadeiras, desenhos e histórias. Uma psicoterapia decorre entre sessões individuais com a criança, encontros com os pais e, por vezes, reuniões familiares.

A psicoterapia da criança integra-se numa aliança terapêutica formada entre os pais, o psicoterapeuta e a criança. A frequência das consultas e a duração do tratamento variam de acordo com a gravidade da problemática e a aliança estabelecida face ao tratamento. Uma psicoterapia poderá ser bissemanal, semanal ou quinzenal e poderá durar um período entre 6 meses a três anos.

Consulta do Adolescente

A consulta do adolescente é um espaço destinado a pensar as questões e dúvidas que podem emergir nesta fase da vida, nomeadamente, com o corpo, a sexualidade, as escolhas profissionais e o futuro.

  • A consulta do adolescente visa apoiar a difícil tarefa de deixar a infância e inscrever-se num percurso pessoal rumo ao mundo dos adultos com todos os receios, medos, zangas, frustrações, sucessos, mudanças e expectativas que tal acarreta. Os desafios sentidos neste percurso podem vir a manifestar-se através de dificuldades em lidar com a imagem corporal, com as relações íntimas e a sexualidade, em reorganizar a relação com os pais devido ao conflito entre a dependência parental e a progressiva autonomia do projecto pessoal, ou à necessidade de corresponder a certas expectativas e experiências por parte do grupo de amigos. Por vezes estas mesmas questões podem ganhar contornos mais problemáticos dos quais se destacam as perturbações alimentares, as perturbações depressivas e ansiosas, as crises psicogénicas, o desinteresse pelo projecto escolar, comportamentos auto-lesivos, comportamentos disruptivos e o consumo de substâncias.
  • A consulta do adolescente tem como propósito a reflexão e elaboração das problemáticas que emergem durante esta fase da vida de modo a consolidar as bases e a suportar o desenvolvimento de um projecto de vida que responda de forma harmoniosa à satisfação e realização pessoal e às exigências familiares, escolares e profissionais.
  • A consulta do adolescente decorre de uma parceria estreita com o psicólogo sendo que a frequência e duração da intervenção apresenta um carácter variável que depende do grau da problemática e das necessidades sentidas pelo adolescente.

Consulta para Pais

Esta consulta destina-se a acolher e avaliar as preocupações e dúvidas que os pais podem sentir relativamente aos seus filhos. 

  • As preocupações e dúvidas que os pais geralmente apresentam relativamente aos seus filhos prendem-se com alterações do comportamento ou do humor (ex: agressividade, isolamento, humor depressivo e oscilações de humor); com fixações e regressões do desenvolvimento emocional (ex: ataques sistemáticos à autoridade dos pais, fala abebezada, pedidos para usar chucha, dificuldades em dormir sozinho) ou com alterações dos padrões do sono (insómnias iniciais ou matinais, interrupção do sono, terrores nocturnos) ou da alimentação (recusa e controlo da ingestão de alimentos ou voracidade oral). 
  • As consultas para pais servem para determinar se as dificuldades que uma criança possa estar a vivenciar resultam de desafios inerentes às diversas tarefas do desenvolvimento emocional ou se constituem uma problemática que necessita de uma intervenção especializada (médica, educativa, psicológica, etc…). 
  •  As consultas para pais são constituídas por um conjunto determinado de sessões (entre três a seis sessões) e visam a avaliação e análise da problemática apresentada e a prescrição de um conjunto de medidas a adoptar por parte dos pais.

Psicoterapia do Casal Parental

Porque, por vezes, a intuição não chega e em certas situações é preciso pensar a melhor forma para ajudar os nossos filhos a crescer.

  • A psicoterapia do casal parental visa apoiar e pensar o exercício da parentalidade em situações de conflitos conjugais, processos de separação ou divórcio, ou em casos cuja condição dos filhos coloque um desafio particular ao casal: doença mental, doença física, e perturbações de oposição da primeira infância ou da adolescência.
  • A psicoterapia do casal parental consiste num processo de análise dos vínculos estabelecidos entre o casal e os filhos e implica a exploração da história familiar e dos seus conflitos e dificuldades.
  • A frequência e duração da psicoterapia varia de acordo com as necessidades sentidas pelos pais mas, habitualmente, decorre com uma frequência semanal ou quinzenal e estende-se por um período compreendido entre três meses a dois anos. 

Psicoterapia Familiar

Porque as famílias, ao longo do seu caminho, deparam-se com crises e mudanças, perdas e doenças, zangas e separações, nascimentos e novas configurações sobre as quais é preciso reflectir.

  • A psicoterapia familiar visa acolher as dificuldades, crises e mudanças que as famílias encontram ao longo do seu percurso. O seu principal objectivo é a  promoção de vínculos familiares mais robustos, compreensivos e apoiantes que permitam suportar a adversidade com que o grupo familiar se pode estar a confrontar. As problemáticas mais usuais na psicoterapia familiar prendem-se com situações de adopção, a emergência de dificuldades no período da adolescência dos filhos, a reorganização do núcleo familiar, o nascimento de um novo elemento e a perda de um dos pais ou, mesmo, de um filho.
  • A psicoterapia familiar constitui uma possibilidade para comunicar e trabalhar os conflitos intrafamiliares através do aprofundamento da história da família, das suas problemáticas específicas, das suas tensões e sofrimento conjunto.
  • A psicoterapia familiar implica a presença de elementos de pelo menos duas gerações e decorre com frequência semanal ou quinzenal em períodos de seis meses a três anos.

Avaliação Psicológica

A avaliação psicológica é um processo de investigação formal das dimensões emocionais, intelectuais, neuropsicológicas e psicossociais. 

  • A avaliação psicológica estrutura-se a partir de um pedido relativo a uma queixa, preocupação ou dificuldade apresentada pela criança ou jovem (ex: atraso na aquisição das etapas do desenvolvimento, dificuldades escolares, problemáticas que se arrastam durante anos e que não têm origem orgânica, etc…).                       
  • A avaliação psicológica é constituída por uma série de entrevistas e de sessões de aplicação de testes que visam investigar o pedido e as possíveis causas para as dificuldades apresentadas, sendo frequente avaliar-se dimensões como a personalidade, o funcionamento mental (competências intelectuais), o desenvolvimento, as aptidões escolares, etc…
  • A realização de uma avaliação psicológica depende de factores inerentes ao desenho da avaliação e à importância dada a cada uma das suas etapas (ex: profundidade da entrevista de anamnese, avaliação da dinâmica familiar ou das interacções entre pais e filhos, número de sessões de observação livre, escolha dos testes e questionários a aplicar, etc…) e à capacidade de execução das provas e testes por parte da criança ou jovem. O número de sessões varia, geralmente, entre três a nove sessões e pressupõe uma sessão final de devolução da avaliação e entrega de um relatório.

Orientação Vocacional

Processo de exploração das capacidades, dificuldades, conflitos e interesses relacionados com a definição da identidade profissional – abordagem clínica.

  • A orientação vocacional visa explorar as competências, aptidões e interesses vocacionais dos adolescentes de modo a que estes possam tomar uma decisão mais consciente no que concerne à escolha do seu percurso académico e/ou profissional.
  • A orientação vocacional realiza-se no final dos ciclos de aprendizagem, respectivamente, no 9º e 12º ano.
  • A orientação vocacional é um processo individual e personalizado que pressupõe um conjunto de cinco sessões estruturadas compostas por: uma entrevista clínica,  três sessões de aplicação de testes (avaliação da cognição, da personalidade, dos tipos de raciocínio, e dos interesses e preferências vocacionais/profissionais) e uma sessão final de devolução dos resultados e entrega de um relatório aos pais.