“As investigações relativas à eficácia das psicoterapias psicanalíticas têm vindo a expandir-se ao longo dos últimos anos e actualmente existe um número muito considerável de estudos que examinaram a eficácia das psicoterapias psicanalíticas de curto prazo, de longo prazo e dos modelos aplicados a condições psicopatológicas específicas.

Uma das descobertas mais interessantes destes estudos foi a constatação consistente do aumento significativo do “effect sizes/ tamanho de efeito” encontrada nos estudos de “follow-up” de longo termo, ou seja, verificou-se que os pacientes continuaram a efectuar ganhos consideráveis muito depois do acompanhamento ter terminado.

Encontraram-se ainda evidências de que outras modalidades de terapia não psicanalíticas poderão ser eficazes devido à inclusão das próprias técnicas e processos psicanalíticos”.

Fonte: British Psychoanalytic Council

Uma psicoterapia enraíza-se e aprimora-se numa aliança terapêutica construída entre o psicoterapeuta e o cliente/paciente. Envolve, por tal, um vínculo forte entre ambos, bem como um acordo sobre os objetivos e tarefas do tratamento (Cuijpers et al., 2008, Lambert , 2004; Karver, et al., 2006; Norcross, 2011; Shirk & Karver, 2003; Wampold, 2007).
A psicoterapia, quer seja individual, em grupo, em casal ou ou família, é uma prática desenvolvida de forma diversa que visa proporcionar o alívio dos sintomas, reduzir futuros episódios sintomáticos, melhorar a qualidade de vida, promover o funcionamento adaptativo no trabalho ou na escola e nos relacionamentos, aumentar a probabilidade de gerar escolhas de vida saudáveis, oferecendo ainda outros benefícios estabelecidos pela colaboração entre o cliente/paciente e o psicoterapeuta (American Group Psychotherapy Association, 2007; Task Force da APA sobre Práticas Baseadas em Evidências, 2006; Burlingame, et al., 2003; Carr, 2009a, 2009b Kosters, et al., 2006; Shedler, 2010, Wampold, 2007, 2010);

Fonte: American Psychological Association (APA)

“A investigação científica demonstra que a psicoterapia é uma metodologia eficaz para uma variedade de problemas de saúde mental e comportamental em diversos grupos populacionais. Os efeitos médios da psicoterapia são maiores do que os efeitos produzidos por muitos dos tratamentos médicos disponíveis.

Grandes estudos multi-localizados e meta-analíticos demonstraram que a psicoterapia reduz a incapacidade, morbidade e mortalidade; melhora o funcionamento do trabalho; e diminui a hospitalização psiquiátrica.

A psicoterapia ensina aos pacientes habilidades para a vida que duram além do curso do tratamento. Os resultados da psicoterapia tendem a durar mais que os tratamentos psicofarmacológicos e raramente produzem efeitos colaterais prejudiciais.

Embora a medicação seja apropriada em alguns casos, a pesquisa mostra que uma combinação de medicação e psicoterapia é frequentemente mais eficaz no tratamento da depressão e da ansiedade. Deve notar-se também que os efeitos produzidos pela psicoterapia, incluindo aqueles para diferentes faixas etárias e num espectro de distúrbios de saúde mental e física, são frequentemente comparáveis ou melhores do que os efeitos produzidos por tratamentos medicamentosos para os mesmos distúrbios sem o potencial de efeitos colaterais nocivos que os medicamentos costumam acarretar”.

Fonte: American Psychological Association (APA)

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